segunda-feira, 10 de setembro de 2007

Obesidade e os riscos à saúde

É difícil determinar quantitativamente a importância da gordura corporal excessiva como um risco para a boa saúde. Em grande parte, o que é considerado “gordo e “magro” em nossa sociedade tem mais a ver com a moda do que com os riscos médicos indiscutíveis. Entretanto, quase 37 milhões de americanos pesam 20% ou mais acima do peso corporal desejável e mais de 12 milhões desses homens e mulheres são maciçamente obesos e correm alto risco de desenvolver uma série de doenças relacionadas à obesidade. Atualmente, argumenta-se que a obesidade constitui um fator de risco para problemas cardíacos, assim como o fumo, o colesterol elevado e a hipertensão.Fique atento aos principais problemas que a obesidade pode causar:
- deterioração da função cardíaca devido a um aumento do trabalho mecânico do coração
hipertensão,
- diabetes, pois cerca de 80% dos diabéticos com início na idade adulta são obesos.
- doenças renais
- doenças da vesícula
- doenças pulmonares devido ao maior esforço para movimentar a parede torácica
- problemas de administração de anestésicos durante as cirurgias- gota e doenças ósseas
- vá rios tipos de câncer
- aumento dos níveis dos lípídes sangüíneos
- irregularidades menstruais- enorme sobrecarga psicológica
Obesidade significa excesso de gordura no organismo. A medida exata de gordura é de muito difícil obtenção, mas alguns índices podem avaliar de uma maneira relativamente correta a quantidade de gordura do corpo. O índice mais utilizado é chamado Índice de Massa Corporal (IMC), que se obtém dividindo o peso do indivíduo (em Kg) pela altura ao quadrado (ou altura x altura) em metros. Obtém-se assim um número que deve ser interpretado da seguinte maneira:- menor que 18 = subnutrido - de 18 a 25 = normal - de 26 a 30 = sobrepeso - acima de 30 = obeso Indivíduos com valores de IMC superiores a 40 são chamados de obesos mórbidos (devido à grande morbidez, isto é, doenças graves relacionadas com este grau de obesidade).
O peso corpóreo e a distribuição de gordura são regulados por uma série de mecanismos neurológicos, metabólicos e hormonais que mantêm um equilíbrio entre a ingestão de nutrientes e o gasto energético.
Quando há uma desregulação nestes mecanismos de controle levando a um excesso da ingestão em relação ao gasto energético, ocorre um armazenamento da sobra de energia sob a forma de gordura, traduzindo-se no aumento do peso corpóreo.
A obesidade é, portanto, definida como um excesso do acúmulo de gordura no corpo. Quando este acúmulo atinge grandes proporções, passa a ser chamada de obesidade mórbida.
Problemas decorrentes da obesidade
As repercussões da obesidade no organismo variam diretamente com o aumento do IMC, ou seja, quanto maior for o seu IMC, maiores serão suas chances de desenvolver uma ou mais co-morbidades abaixo:
- Hipertensão arterial - Doença coronariana que pode levar ao infarto - Insuficiência cardíaca- Diabetes- Apnéia do sono (parada respiratória durante o sono) - Hiperlipidemia (elevação do colesterol e triglicerídeos) - Esteatose hepática (depósito de gordura no fígado causando mau funcionamento) - Cálculos de vesícula - Doenças articulares especialmente em joelhos e tornozelos - Doenças vasculares como varizes e má circulação nas pernas - Câncer no intestino, próstata, mama, endométrio e ovários - Alterações na menstruação - Incontinência urinária (perda de urina) - Infertilidade - Impotência - Depressão - Outros problemas econômicos, sociais, psicológicos e sexuais.
Problemas do cotidiano: dificuldade de encontrar vestuário (opções e preço), inadequação do mobiliário (assentos de teatro, ônibus e avião, assentos de restaurantes), inadequação no tamanho do Box para o banho, dificuldade em realizar higiene pessoal, dificuldade em amarrar os sapatos, dificuldade em passar na roleta dos ônibus etc.
Problemas econômicos e sociais: dificuldade em adquirir emprego, discriminação no trabalho, em casa e na escola, problemas de relacionamento afetivo.
Estresse engorda, sim. Mas não é somente um reflexo psicológico de compensação oral, como se costumava dizer. Há um aumento de apetite, fruto de uma reação combinada de agentes químicos desencadeada pela tensão. São neurotransmissores e hormônios que, além de aumentar a fome, provocam o acúmulo de gordura, principalmente nas regiões abdominal, do tronco e rosto. De nada adianta também regimes malucos ou exercícios mal-feitos se você está insatisfeito com sua vida. A insatisfação e a infelicidade também dificultam o processo de emagrecimento, pois isto também gera estresse, mesmo que inconscientemente. Busque,primeiro, sua felicidade, seja no amor ou na vida profissional. Nem sempre um casamento que está se arrastando é a solução. A comodidade no trabalho ou na relação também prejudica nossa felicidade. Pense nisso, a vida é muito curta para não tentarmos ser felizes! O estresse leva a hipófise (glândula de secreção situada no centro do cérebro) a produzir mais hormônio ACTH, por motivos ainda não muito bem-esclarecidos. Este estimula a glândula supra-renal a produzir mais cortisol (hormônio conhecido como cortisona natural). O cortisol, quando em excesso, inibe a leptina, substância reguladora do apetite e que age no hipotálamo. O cortisol permite também uma maior retenção de líquidos e maior síntese e acúmulo de gordura. Dessa forma, os dois fatores combinados - o apetite maior e o metabolismo propício ao acúmulo de gordura -levam à obesidade. A adrenalina, também em altas taxas em situações de tensão, tem ação no sistema circulatório e acaba por alterar algumas funções metabólicas.
Comer compulsivo(379 total de palavras neste texto)(10741 leitores)
O que é?O transtorno do comer compulsivo vem sendo reconhecido nos últimos anos como uma síndrome caracterizada por episódios de ingestão exagerada e compulsiva de alimentos. Porém, diferentemente da bulimia nervosa, essas pessoas não tentam evitar ganho de peso com os métodos compensatórios. Os episódios vêm acompanhados de uma sensação de falta de controle sobre o ato de comer, sentimentos de culpa e de vergonha.Muitas pessoas com essa síndrome são obesas, apresentando uma história de variação de peso, pois a comida é usada para lidar com problemas psicológicos. O transtorno do comer compulsivo é encontrado em cerca de 2 % da população em geral, mais freqüentemente acometendo mulheres entre 20 e 30 anos de idade. Pesquisas demonstram que 30% das pessoas que procuram tratamento para obesidade ou para perda de peso são portadoras de transtorno do comer compulsivo.Características- Episódios de ingestão exagerada de alimentos- Comer mesmo sem ter fome- Dietas freqüentes- Sensação de incapacidade de parar de comer voluntariamente- Flutuação do peso- Humor deprimido- Comer em segredo por sentimento de vergonha e culpa.- Obesidade- Baixa auto-estima- Comer para lidar com problemas emocionaisComplicações Médicas- Pressão alta- Aumento do colesterol - Diabete- Complicações cardíacasCausasAs causas deste transtorno são desconhecidas. Em torno de 50% das pessoas têm uma história de depressão. Se a depressão é causa ou efeito do transtorno, ainda não está bem claro. Muitas pessoas relatam que a raiva, a tristeza, o tédio, a ansiedade e outros sentimentos negativos podem desencadear os episódios de comilança. Embora ainda não esteja claro o papel das dietas nestes quadros, sabe-se que, em muitos casos, os regimes excessivamente restritivos podem piorar ou desencadear o transtorno.Como se trata?O transtorno do comer compulsivo desenvolve-se a partir da interação de diversos fatores predisponentes biológicos, familiares, sócio-culturais e individuais. O seu tratamento exige uma abordagem multidisciplinar que inclui um psiquiatra, um endocrinologista, uma nutricionista e um psicólogo. O objetivo do tratamento é o controle dos episódios de comer compulsivo através de técnicas cognitivo-comportamentais e de um acompanhamento nutricional para restabelecer um hábito alimentar mais saudável.A psicoterapia cognitiva-comportamental pode ajudar o paciente a lidar com questões emocionais subjacentes. O acompanhamento clínico faz-se necessário pelos riscos clínicos da obesidade. As medicações antidepressivas têm se mostrado eficazes para diminuir os episódios de compulsão alimentar e os sintomas depressivos, mas apenas em alguns casos.